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Exposição

Planejar

Autores: Marilia de Rezende, Thamires de Lourenzo, Thiago Lucas da Silva, Larissa Caroline Medeiros e Isabela Silva

 

 

VAMOS PLANEJAR JUNTOS?

 

Como você imagina que estará o meio ambiente daqui a um ano? E daqui a 10 anos? As empresas não podem continuar explorando o meio ambiente, consumindo toda a vida que está nele. A natureza está sendo destruída e, consequentemente, o nosso futuro com ela. É fundamental que exista uma legislação que proteja o nosso patrimônio ambiental e é nosso dever lutar e cobrar das autoridades para que isso se realize.

O líder indígena ambientalista Ailton Krenak nos diz que temos que parar de vender o amanhã. Você já pensou no mundo que quer deixar para seus filhos e netos

“Não podemos abusar dessa ideia do amanhã como viemos fazendo nos últimos 200 anos.”

Neste trecho da palestra TEDxUnisinos de 2020, Ailton Krenak nos alerta para o equívoco que é usar o pensamento de que “o tempo é dinheiro” como um mantra.

Que tempo é esse que estamos falando?

Para completar a ideia do Ailton Krenak, trazemos também um recorte de entrevista com o político uruguaio José Mujica, onde ele nos mostra que o tempo da nossa vida é precioso e que não devemostrocá-la por qualquer mercadoria.

“Quando compro algo ou você compra, não pagamos com dinheiro, pagamos com o tempo de vida que tivemos que gastar para ter aquele dinheiro.”

As fábricas estão prontas para nos empurrar milhares de produtos que não precisamos, mas que somos levados a consumir por estímulos que o marketing cria para nos envolver em uma trama nociva de um falso bem estar. Será que precisamos mesmo consumir novos produtos? Quem ganha com isso?

As empresas geram lucro através da produção desenfreada que acontece em detrimento da extração de bens da natureza e, completando esse quadro crítico, acaba gerando muito lixo poluente. Estamos falando não apenas empresas geradoras de bens materiais, mas também as indústrias alimentícias. Com sua ganância por dinheiro, exploram o solo de maneira predatória produzindo alimentos transgênicos e tratados com pesticidas. Além disso, provocam queimadas, desmatando florestas, tanto para criação de gado quanto para grandes plantações de monocultura.

Gostaríamos de pontuar como exemplo as queimadas criminosas, feitas para abrir enormes campos para pasto ou para as plantações. Será que sabemos a realidade por trás de um bife ou de um molho de soja? Os enormes campos de monocultura (plantações massivas de um produto agrícola único) são regados com toneladas de agrotóxico (usados para controle das pragas, pois a natureza e o predador natural dos insetos não conseguem equilibrar as pragas em plantações tão grandes), que são absorvidos pelo nosso organismo. No caso da soja, produto manipulado em laboratório e geneticamente modificado, existe legislação que obriga o produtor a indicar na embalagem a natureza de tal elemento (transgênica), dado se desconhecer seu efeito no organismo humano.

 

 

Precisamos refletir sobre o que estamos comendo!
 
IlhadasFlores

Recomendamos o curta-metragem Ilhas das Flores que mostra o consumo baseado no sistema de produção capitalista. Lançado no ano de 1989, o curta-metragem, com duração de 13 minutos, leva o mesmo nome do local de Porto Alegre destinado ao depósito de lixo. 

Apresenta a trajetória de um tomate, desde a colheita até o descarte, e por fim, o último resíduo chegando no lixão da ilha, onde crianças disputam alimentos que não serviriam mais, nem para os porcos. 

Trata-se de crítica às desigualdades sociais geradas pelo sistema capitalista e à ausência de políticas públicas para solucionar a miséria de parte da população brasileira.

Também indicamos o filme O Mundo Segundo a Monsanto. Lançado em 2008, resultado de uma pesquisa de 3 anos, sobre os efeitos causados nos agricultores contaminados no plantio das sementes geneticamente modificadas (G.M.Os Genetically Modified Organisms, sigla em inglês).

monsanto

Enfatizamos a importância do trabalho coletivo para exigir a implementação de políticas públicas para confrontar a exploração predatória e a degradação ambiental. Por isso, recortamos da Constituição Federal o artigo 255 sobre Direito Ambiental, afirmando a importância da coletividade para com o meio ambiente “para defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”:

Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. 

Vamos planejar juntos os nossos próximos passos?